Turismo LGBT no Brasil cresce 11%, aponta estudo

Número é superior ao turismo de modo geral, que aumentou apenas 3,5%

Um estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) constatou que o turismo LGBT é um dos segmentos que mais fatura no Brasil.  No ano de 2017, o turismo gay cresceu 11% no país em comparação ao turismo de modo geral, que aumentou apenas 3,5% no mesmo período.

O público formado por lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros é considerado um dos nichos mais atraentes para o mercado turístico e movimenta bilhões de dólares todos os anos. Brasil e Estados Unidos são os países que mais geram riquezas com o chamado turismo gay. Nos Estados Unidos, o mercado de viagens gays movimenta US$ 54 bilhões anuais, de acordo com a International Gay and Lesbian Association (IGLTA).

No Brasil, este também é um mercado crescente. A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é a maior do mundo e provoca um impacto de R$ 200 milhões na economia da cidade, recebendo mais de 2 milhões de pessoas a cada edição, segundo os organizadores.

Além da força econômica da Parada Gay de São Paulo, o Brasil tem destinos que atraem o público. O Rio de Janeiro, por exemplo, foi eleito o destino mais sexy do mundo para o turismo gay pelo Trip Out Gay Travel. Estima-se que 26% dos visitantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Manaus sejam turistas LGBTs.

Público diferenciado

O público gay é considerado muito exigente e, por isso, as empresas precisam estar preparadas para recebê-lo. Com alto poder aquisitivo e que viaja quatro vezes mais que a média geral, os LGBT, além de conforto e liberdade para o lazer, procuram locais que respeitem sua sexualidade e ofereçam segurança. O Brasil tem mais de 6.000 hotéis e albergues registrados em agências de viagens voltados ao público gay.

Dados da consultoria Out Now mostram que o turismo LGBT movimenta anualmente, no mundo, US$ 218 bilhões. Outro estudo, feito em 2015 pela associação Out Leadership, indicou que o potencial financeiro do segmento LGBT era estimado em US$ 133 bilhões.

Igor Leonardo

Jornalista e viajante.

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